Comunidade conhece protocolo de monitoramento das baleias

Dra. Karina do Projeto Baleia Franca

Cerca de 50 pessoas participaram das palestras “ConVivendo com as baleias” realizadas ontem, 23, no Salão Paroquial da Guarda do Embau. Evento este que foi idealizado a partir do encalhe de uma baleia bryde na Prainha e que trouxe muitas dúvidas sobre estes cetáceos gigantes que visitam a Área de Proteção da Baleia Franca, principalmente na orla do Sul de Palhoça.

Mas o encontro começou com a fala do jornalista e coordenador do Comitê Gestor Local da Reserva Mundial de Surf (RMS), Marcos Aurélio Gungel (Kito), já que as baleias também estão inseridas no polígono da Reserva (Prainha e Guarda do Embaú). Kito disse que “a comunidade da Guarda aproveitou bem a oportunidade ao inscrever a praia no Programa Reservas Mundiais de Surf obtendo êxito na sua aprovação, mas agora tem o desafio de implementar um plano master de gestão para esta zona costeira”.

O Dr. Leonardo Wedekin, coordenador técnico do projeto de monitoramento de cetáceos da Bacia de Santos explicou que “o Basil tem 50% das espécies que são entre 70 e 90 tipos no mundo e que algumas são migratórias, como a baleia franca, e outras são locais, como a bryde, que fica no litoral Sul e Sudeste do país”.

A diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, Dra. Karina Groch, salientou que as baleias francas são muito dóceis, por isso fácil de serem abatidas, pois elas são muito cobiçadas por causa da sua gordura, mas que aqui no Brasil são protegidas desde 1986. “Apesar da lei que as proteje, a baleia franca ainda está entre aqueles bichos em extinção, portanto, carece de muita atenção, e este é o trabalho da nossa equipe: identificar, ordenar, prevenir e monitorar”, destacou.

Luciana Moreira, analista ambiental do Instituto Chico Mendes enfatizou que a Apa da Baleia Franca nasceu para proteger o cetáceo e por isso foi criado um protocolo de monitoramento que começou em 2004, a partir de um encalhe em Imbituba, quando várias eram as alternativas, mas ainda sem um protocolo que definisse os passos para o resgate.

Por último, o professor Dr. Pedro de Castilho, da Universidade de Santa Catarina (Udesc), especialista em monitoramente, disse que nem sempre é facil identificar a causa da morte  e que o monitoramente é feito diariamente de carro, quadriciclo, a pé ou de bicicleta, num persurso de 1.121 km de costa, “Quanto antes tivermos acesso ao animal, melhor a resposta para saber a causa”, destacou.

No caso do avistamento ou encalhe de baleia existe o número 0800 642-3341 que deverá ser acionado.

 

 

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