Caso Ricardinho: tese de legítima defesa não ficou claro disse advogado da família

Um verdadeiro aparato de “guerra” foi montado para a reconstituição da morte do surfista Ricardo dos Santos, que  começou pouco antes das 14h, desta terça-feira (27), no mesmo local onde aconteceu o crime, na Guarda do Embaú, em Palhoça/SC, e acabou por volta das 17 horas.

cerca de 150 PMs participartam na  operação de reconstituição do crime

cerca de 150 PMs participartam na operação de reconstituição do crime

Antes mesmo das 12 horas, na presença da imprensa, duas pessoas a paisana, que depois, um deles se identificou como soldado da PM, chamaram a atenção, pois seguravam uma faixa onde dizia: “daqueles que clamam por justiça, esperamos somente a verdade! Força e honra”.

A partir daí, pelos menos duzentas pessoas com camisetas com a imagem do surfista, com cartazes e faixas se aglomeraram na entrada do caminho da trilha, onde ocorreu o assassinato, clamando por justiça, rezando e batendo palmas e esperando que a acareação acontecesse.

Por volta das 14 horas começaram a chegar viaturas do Instituto Geral de Perícias (IGP), Pelotão de Patrulhamento Tático, do Choque e da Polícia Militar, com pelo menos 150 homens. Além deles, representantes do Ministério Público também participaram. O soldado Luis Paulo Mota Brentano, acusado de matar o atleta com dois tiros, não pode ser visto em nenhum momento pelo público.

Em entrevista à imprensa, o coronel Newton, da PM, disse que o comando está muito preocupado e está fazendo de tudo para a apuração dos fatos, e já abriu sindicância e inquérito administrativo contra o PM. “O comando da PM de Santa Catarina quer esclarecer os fatos”, disse.

Quatro simulações do crime foram feitas. Uma de acordo com o soldado Mota, outra do irmão de 17 anos, outra do avô de Ricardinho, Nicolau dos Santos e a última foi de acordo com o tio do surfista. O carro do soldado também foi trazido para o local do crime.

Em entrevista um dos advogados da família do surfista disse que a tese de legítima defesa não teria ficado clara o suficiente.

O delegado Marcelo Arruda terá até quinta-feira (29) para concluir o inquérito baseado em depoimento, laudos periciais e exame cadavérico. Após cinco dias o acusado poderá recorrer a denúncia.

Ainda nesta terça-feira, às 20h, ocorre também a missa de 7º dia da morte de Ricardo, na Capela da Guarda do Embaú, com transmissão num telão no Salão Paroquial. Entre as homenagens será apresentado um vídeo produzido por Bruno Zanin sobre a vida do atleta.

 

Fotos: Marcos Kito Gungel

Fonte: ND Online

2 Comments

  1. Foi muita covardia o que esse assassino fez, ele matou pelas costas.
    E nada justifica tirar a vida de um rapaz jovem ,bonito, do surf, saudavel, querido por todos. E muito triste.

    Reply

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

13 − 2 =

2 + 5 =